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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A furada em que se meteu Hulk


Imagine você sair de um clube onde possui reconhecimento, carinho da torcida e histórico de títulos, para aportar em um novo time com menos prestígio internacional, conhecido mais pelos graves casos de discriminação por parte de sua torcida, em que os companheiros não te vêem com bons olhos e, por fim, onde até mesmo o presidente do país critica sua contratação.

Hulk foi comprado pelo Zenit St. por R$ 143 milhões
Pois é, o atacante da seleção brasileira Hulk mal chegou ao seu novo clube, o Zenit de São Petersburgo, na Rússia, e já sofre com chumbo cruzado vindo de todas as direções.

Comprado pelo clube russo junto ao Porto por 55 milhões de euros (aproximadamente R$ 143 milhões), o atacante sofreu críticas do meia russo Igor Denisov, que disse que "Hulk não é Messi e nem Iniesta. Compreenderia se tivéssemos contratando um desses dois, já que provavelmente não tem preço". 

As críticas de Denisov, também destinadas ao meia belga Witsel - que veio do Benfica -, dizem respeito ao salário que a dupla receberá do clube, muito acima dos vencimentos que seus companheiros possuem. A imprensa russa estimou que o brasileiro receberá algo em torno de R$ 17 milhões por ano. Pela dupla, o time russo desembolsou 100 milhões de euros.

Igor Denisov criticou salário de Hulk
Denisov recusou-se a jogar até receber aumento salarial e acabou afastado do elenco principal do Zenit, passando para as equipes menores. Informações do diário Sovietskii Sport dão conta de que o russo não aceitou pedir desculpas ao brasileiro, mesmo depois de solicitação de retratação dos dirigentes do clube. 

Talvez por herança de tempos socialistas, os russos não estão acostumados com grandes discrepâncias salariais em um mesmo ambiente.

Não bastasse Denisov, o presidente da Rússia Vladimir Putin, natural de São Petersburgo, afirmou não estar de acordo com os altos valores gastos por clubes através de seus patrocinadores para contratações. Questionado se o dinheiro investido nos jogadores não seria melhor aproveitado em atividades culturais, Putin disse que condena os diretores das grandes empresas patrocinadoras, ressaltando que são elas que despendem esses valores considerados exorbitantes.  

Como reflexo das afirmações polêmicas, o diário russo Izvestia noticiou na terça-feira (25) que os jogadores do Zenit estariam boicotando Hulk. Após o afastamento de Denisov, o atacante brasileiro teria tentado amenizar o ambiente no clube conversando com todo o grupo. Entretanto, a partir de então, seus colegas recusaram-se a conversar com ele.

O conhecido empresário Alexei Safronov, defendeu o atacante. "Qual é a culpa dele? Ele entra em campo e faz o seu trabalho. Hulk venceu pelo Porto e joga na seleção brasileira. Não foi encontrado em uma lixeira", disse Safronov a um portal de notícias.  

Não bastasse isso, outro problema que Hulk ainda não passou, mas poderá passar, é a discriminação por parte da torcida do Zenit. Os "Ultras", como são conhecidos os cinco mil torcedores radicais do clube, não aceitam negros em seu time, fazendo com que a diretoria não busque atletas africanos ou sul americanos.
Hulk terá de provar seu valor na Rússia

Mais do que isso, o grupo é responsável por gritos e manifestações raciais durante os jogos. Para citar apenas os brasileiros que já sofreram esse tipo de atitude no estádio Petrovsky, o lateral esquerdo Roberto Carlos abandonou uma partida entre Zenit e seu Anzhi em fevereiro de 2011, depois de ter uma banana atirada em sua direção. No mesmo jogo esses torcedores imitaram sons e gestos de macaco quando algum negro tocava na bola.

O atacante Vágner Love, do Flamengo, disse que por duas ou três vezes sofreu com racismo quando ainda jogava pelo CSKA em partidas contra o Zenit. "É sem dúvida, o time mais racista da Rússia", disse.

Na terça-feira Hulk fez um dos gols de seu time na apertada vitória por 2 a 1 sobre o Baltika, ajudando o time de São Petersburgo a avançar de fase na Copa da Rússia, e foi cumprimentado, mesmo que modestamente, por vários companheiros em campo.

O futebol costuma superar barreiras culturais e aproximar pessoas de locais distintos. Para Hulk, mais do que nunca, seus gols deverão ser usados para aquietar os ânimos da ignorante torcida russa e calar os próprios companheiros de clube, convencendo-os de que o investimento feito pelo Zenit é válido.



Confira o gol marcado por Hulk contra o Baltika e a reação de seus companheiros:


Guilherme Uchoa 
Fotos: Divulgação Zenit

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Copa de 98 ainda não acabou

Ronaldo choca-se com Barthez em 98
Em julho de 2012 a seleção brasileira comandada por Mano Menezes prepara-se para estrear nos Jogos Olímpicos de Londres, concentrada inicialmente no sucesso na renovação de seu grupo - visando a Copa do Mundo de 2014 no Brasil - e também na luta pela inédita medalha de ouro. Não que um aspecto não esteja estreitamente ligada ao outro.

Entretanto, em julho de 1998 o momento era totalmente diferente. O país inteira uniu-se diante de aparelhos de televisão naquela tarde de domingo, dia 12, apreensivos com a colisão de sua principal estrela com o goleiro Barthez, durante a decisão da Copa do Mundo entre França e Brasil, na casa dos adversários. A França, de Thuram, Deschamps e Zidane já havia sediado a terceira edição da Copa em 1938 (conquistada pela Itália), e tinha o moderníssimo State de France, em Saint-Denis, lotado à seu favor.

O Brasil era o atual campeão mundial, com o título conquistado pela dupla Romário e Bebeto nos Estados Unidos em 1994. Quatro anos depois, chegavamos a mais uma final, desta vez sob o comando de Ronaldo, então com 21 anos - a estrela que se chocou com o arqueiro francês durante bola dividida.

A preocupação exagerada demonstrada pelos companheiros de Fenômeno no momento do choque é justificável. Horas antes do início do confronto, boatos davam conta de que Ronaldo havia sofrido convulsão e que Edmundo jogaria em seu lugar. 

Momentos antes da bola rolar, o técnico Zagallo acabou escalando Ronaldo e o time, a exemplo do seu camisa 9, jogou mal e foi facilmente abatido por Zinedine Zidane e seus companheiros, na derrota por 3 a 0 (dois gols do craque Zidane e um de Petit). Foi impossível não relacionar a fraca atuação brasileira com o episódio envolvendo Ronaldo, que segundo Zico, então coordenador da seleção, foi presenciada por alguns jogadores, que consequentemente ficaram assustados e abatidos.

Ronaldo teria pedido para atuar na decisão contra França
Mário Zagallo confirmou a apatia e desanimo que os jogadores sentiram com a notícia da ausência de seu principal artilheiro para a decisão. "Fomos para o estádio da final, no ônibus onde era sempre muita animado não havia batuque, o clima parecia de um enterro. Chegamos ao local do jogo e antes da partida começar, Ronaldo entrou no vestiário vindo da clínica, pedindo para jogar. Pedia pelo amor de Deus para atuar e afirmava que estava se sentindo bem", disse. "Ele ter participado da final contra a França não afetou em nada o time, o que realmente abateu a todos foi o fato que aconteceu no dia do jogo. Eu pensei que a entrada dele fosse dar uma euforia ao time, só que isso não aconteceu", revelou o ex-técnico.  

Apesar de não ser um dos momentos mais gloriosos dentro da rica história de conquistas da seleção canarinha, o episódio até hoje despertar a curiosidade e o interesse do torcedor. Passado pouco mais de 14 anos da histórica partida, divergências referentes ao assunto ainda podem ser acompanhadas pela mídia.

Em fevereiro deste ano, Ronaldo utilizou uma de suas redes sociais, o Twitter, para refutar a versão apresentada por Bruno Carù, presidente da sociedade italiana de cardiologia esportiva, que alega ter analisado - ao lado de Piero Volpi, médico da Internazionale de Milão, então clube do craque - os exames realizados por médicos franceses em Fenômeno no dia 12 de julho, e constatado que a convulsão sofrido pelo atacante foi motivada por uma diminuição repentina nos batimentos cardíacos do jogador.

"Ronaldo estava deitado assistindo a uma corrida de Fórmula 1 e sem perceber, ao longo do tempo, inclinou a cabeça, forçando o pescoço e comprimindo o glômus carotídeo, um pequeno orgão responsável por regular a frequência cardíaca e a pressão arterial", afirmou Carù em fevereiro. "Depois ele teve uma queda súbita no batimento cardíaco e na pressão, desmaiando com as convulsões", afirmou o médico a um programa de televisão italiano.

R9 usou o Twitter para desmentir versão do médico Carù
A resposta do ex-jogador em sua rede social nega a versão de Bruno Carù, mas não esclarece os acontecimentos. "Lamento muito ver 14 anos depois oportunistas ainda tentarem ganhar espaço na mídia internacional com polêmicas sobre a Copa de 98. Tenho certeza que o assunto foi exaustivamente apurado e já está mais do que superado", digitou Fenômeno.

Mesmo ainda permanecendo nebulosas as razões que levaram o maior artilheiro em Copas a sucumbir instantes antes de um dos momentos mais importântes de sua carreira, sabemos em partes os bastidores e sequência de acontecimentos daquele domingo, que culminaram com a pífia atuação brasileira.

"Quando cheguei no quarto do Ronaldo, ele estava sentado na cama, paralisado e o Roberto Carlos do lado com cara de assustado. Disseram que ele teve uma convulsão. Quando perguntei se estava tudo bem com ele, ele só olhou pra mim e deitou. Já às17 horas fomos jantar e vi o Ronaldo perto da porta do refeitório. Ele tentou fazer um tipo de aquecimento e eu disse brincando 'o jogo é às 21 horas, já está aquecendo?', e ele disse 'Não sei o que aconteceu. Fui dormir, acordei e parece que levei uma surra!'. Depois do jantar, fizemos uma reunião com a comissão técnica e o médico disse que Ronaldo não tinha condições de jogo", contou Zico, em entrevista ao programa Bem Amigos, da Sportv.

"Quando faltava uma hora para começar o jogo, Ronaldo, já uniformizado, disse que havia jogado a copa inteira, que seus exames não haviam constatado nada e que iria jogar", revelou o eterno camisa 10 do Flamengo.

A palavra final sobre a escalação de Fenômeno coube a Zagallo. "Diante do silêncio de todos, chamamos o Ricardo Teixeira [ex-presidente da CBF] para decidirmos o que fazer. Então tomei a decisão de escalá-lo", relatou o velho lobo.

Zidane e companheiros com a Taça do mundo de 1998
Outras versões sobre o problema de Ronaldo e o que teria acontecido com o grupo, que contava com grandes jogadores como Roberto Carlos, Rivaldo, Bebeto, Cafu e Taffarel, ainda são ventiladas. A mídia esportiva à época divulgou que a convulsão foi fruto do grande estresse e pressão que o artilheiro sofria. Outros dão conta de que o médico da seleção Lídio Toledo teria realizado infiltração no joelho do craque, com substância que causou efeitos colaterais.

Ainda há outros mais extremistas que sustentam teoria de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teria vendido o título para uma poderosa fornecedora de materiais esportivos. Claro que faltam provas e evidências que deem credibilidade para essas suposições, mas é justamente a falta de esclarecimento dos acontecimentos daquele dia que fortalecem as mais diversas teorias.

O que sabemos é que futebol vai muito além do que acontece dentro das quatro linhas. Os fatores externos influenciam em muito o resultado de uma partida, e certamente o que o mundo inteiro acompanhou diretamente do State de France naquele dia 12 de julho vai muito além de apenas bola no pé. São acontecimentos pouco claros que fazem com que os 90 minutos daquela partida tenham terminado, mas a final da Copa do Mundo de 1998 ainda esteja rolando. Mesmo depois de 14 anos.

A convulsão, que teria sido presenciada por alguns companheiros de Ronaldo, teria abalado o ambiente da seleção
Zico relatando detalhes do dia da final entre Brasil e França:

Melhores momentos da partida França x Brasil, pela Copa de 98:
Guilherme Uchoa
Fotos: George Herringshaw, Reuters e Célio Jr.
Vídeos: Sportv e Rede Globo

segunda-feira, 9 de julho de 2012

PH Ganso: Ele não me engana mais

Ele surgiu como um novo craque. Um novo camisa 10 do time que teve o homem mais espetacular do futebol com esta camisa branca do time da Vila Belmiro. 


Ganso comemorando o gol como como um maestro na final do Paulista


No começo foi bem, parecia ser a solução para o Santos e até para a seleção brasileira, tanto que o técnico da seleção na Copa do Mundo de 2010, Dunga, foi duramente criticado pela imprensa por não levar para a África a dupla do Santos, Ganso e Neymar. Ainda mais depois da épica partida na final do Campeonato Paulista contra o Santo André, quando Ganso deu chapéu, bateu escanteio com malandragem, prendeu a bola quando o seu time tinha um a menos em campo e peitou o então treinador Dorival Júnior quando subiu a placa com o seu número para deixar o campo.

Nascia ali o gênio, o craque da camisa 10, o Brasil finalmente encontrara um jogador com inteligência, que cadencia a bola e dá passes milimétricos para seus companheiros. Um jogador com uma ótima visão de jogo e jovem, com todo um futuro pela frente.

Mas o tal Ganso começou a se perder no meio do caminho da curta carreira de um jogador de futebol. Após a contusão contra o Grêmio, no estádio Olímpico, ainda em 2010, o jogador de categoria única nunca mais foi visto nos campos brasileiros. Somente alguns lampejos de craque, mas muito pouco para quem era considerado o novo Zinedine Zidade do futebol brasileiro.


Cena comum na Vila Belmiro desde 2010: Ganso contundido
O que será que aconteceu neste tempo que fez o futebol desse jogador sumir de uma forma impressionante? Será que foram as contusões seguidas em seus joelhos? Ou será que o ciúme por seu companheiro de clube ganhar um salário muito superior e ser o queridinho da imprensa e da torcida também contribuíram? Ou será que Ganso nunca foi esse jogador que todos estavam esperando e aquilo que vimos em 2010 foi simplesmente um bom momento do jogador que já passou e talvez nunca mais volte?

Acredito que seja um pouco de cada coisa, mas uma coisa eu tenho certeza, o Ganso não é esse jogador que todos nós gostaríamos que fosse. Ele é um bom jogador com a bola nos pés, mas que não tem velocidade e nem se esforça para ajudar seus companheiros. O futebol de hoje é velocidade com a bola nos pés e todos ajudando na marcação quando estão sem a bola. O maior exemplo disso é o Barcelona. E foi contra esse mesmo Barcelona que tirei a conclusão que Ganso não é craque e sim mais um jogador comum com lampejos de craque.


Após o ano de 2010 foram poucas as boas partidas de Ganso

Ah, e o Ganso quer jogar na Europa. Tenho pena (embora não seja ganso) de um jogador que não corre aqui onde o futebol é muito mais cadenciado e quer jogar em países onde a força física e a correria são essenciais, como na Itália, na Alemanha e na Inglaterra, por exemplo.

Então Paulo Henrique Ganso, foi muito bom para o Brasil aqueles momentos que você proporcionou em 2010, principalmente para os santistas. Mas, já foi, não voltará mais e acho que os dirigentes do Santos devem estar muito frustrados por não terem vendido na época este jogador. Hoje ele deve ir para o Internacional, para substituir Oscar, esse sim, um belo jogador e com todo potencial de envergar a camisa 10 da seleção na Copa de 2014.


Richard Durante Jr.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Temos estádios, só falta time e o tal legado

Faltam exatamente dois anos para o início da Copa do Mundo no Brasil. No dia 12 de junho de 2014, em São Paulo, no futuro estádio do Corinthians, a seleção brasileira vai dar a largada em busca de seu sexto título mundial. O adversário ainda não sabemos, já que o sorteio dos grupos ocorrerá só em dezembro de 2013, mas isso é o que menos importa.


Neymar é presença quase garantida na Copa do Mundo de 2014
Hoje temos um esboço de seleção. Jogadores jovens que ainda tentam se firmar com a camisa amarela e tem as Olimpíadas pela frente para provar que podem também estar no grupo da Copa do Mundo. São os casos de Lucas, Leandro Damião, Oscar, Ganso, Casemiro e o goleiro Rafael. Outros já mais consagrados são praticamente certas as suas participações na Copa, são os casos de Neymar, Alexandre Pato, Thiago Silva e o lateral Marcelo.


E além do Brasil ainda não possuir uma seleção formada e forte, com chances de encarar  Espanha, Argentina, Alemanha e Holanda, fora das quatro linhas o Governo brasileiro também deixou muito a desejar.  As reformas nos aeroportos e portos brasileiros praticamente inexistem, assim como as infraestruturas na rede hoteleira, segurança, saúde e outras prioridades do povo brasileiro.


Eu posso dizer que sempre fui a favor do Brasil receber o Mundial, mas não para que fossem construídos elefantes brancos pelo país e maquiar para os turistas e imprensa internacional uma realidade que não é a vivida pelo povo brasileiro.


Ilustração de como ficará o estádio do Maracanã após a reforma


É claro que os estádios ficarão prontos, em cima da hora, mas estarão prontos e lindos, afinal não foi pouco dinheiro despejado em suas construções. Mas e depois da Copa de 2014? Será que os estádios de Manaus, Brasília, Cuiabá e Natal, por exemplo, serão bem aproveitados? Eu duvido, mas torço para que não aconteça o que aconteceu com a África do Sul, onde os estádios estão as moscas e se deteriorando, e até a implosão de alguns deles já foi cogitada.


Resumindo, ainda não temos seleção, não temos o chamado "legado" da Copa, mas teremos estádios erguidos com muito dinheiro público. E o palco da final, o Maracanã, que acabou de receber R$ 200 milhões de empréstimo do Banco do Brasil, é muito provável que passe por outra reforma após o Mundial, afinal, o Rio de Janeiro vai receber as Olimpíadas de 2016  e para os políticos brasileiros é um prato cheio, ou bolsos cheios.


Richard Durante Jr

sábado, 9 de junho de 2012

Brasil olímpico é castigado por Messi

Sábado ensolarado de primavera em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e os americanos que estão começando a gostar desse negócio de soccer (o nosso futebol) tiveram um bom motivo para se dirigir ao MetLife Stadium. 


Nada mais, nada menos que Brasil e Argentina se enfrentariam por ali. Para muitos o maior clássico do futebol mundial, eu ainda coloco Itália e Alemanha nesse time de grandes potências desse esporte apaixonante.


Lional Messi fez a diferença com três gols sobre o Brasil


E antes da bola rolar, já dava para perceber que a torcida que foi contra nos outros três jogos dessa excursão brasileira a Europa e aos Estados Unidos estava do nosso lado.


Nosso time de meninos que vão defender nossas cores em território britânico, nos Jogos Olímpicos, começou com uma alteração tática - Hulk passou para a esquerda e Neymar jogou mais centralizado -  e outra por necessidade devido a contusão do zagueiro Thiago Silva que acabou substituído por Bruvo Uvini.


E o Brasil começou o jogo muito bem, nos primeiros dez minutos a Argentina pouco fez, e parecia que o gol brasileiro era questão de tempo. E foi. O garoto do Santos, de cabelo esquisito cobrou uma falta na grande área e o bom volante vascaíno aproveitou para colocar o Brasil na frente do placar.


Neymar reclama de pênalti em sua melhor partida nessa excursão


E o jogo ficou muito bom, era ataque de todos os lados, chances para as duas equipes e o garoto do Santos de cabelo esquisito aparecendo bem no jogo, muito diferente das outras três partidas, quando ficou preso na lateral esquerda.


No segundo tempo o Brasil voltou ainda melhor, com muita raça e vontade de provar a todos que a derrota para a seleção mexicana no último amistoso foi um acaso. E o garoto franzino do colorado gaúcho após receber um tranco na intermediária e pedir para o lance continuar, se levantou correu até a entrada da área e com muita categoria tocou para o fundo da rede. Como é bom ver um jogador que sabe o que está fazendo, tranquilo, humilde. Acho que será muito difícil nosso treinador tirá-lo do time para colocar a ave santista.


E a seleção brasileira não tinha ave nesta tarde mas voava em campo, era um lance atrás do outro, até que em uma cobrança de escanteio o goleiro argentino falhou e a bola sobrou para nosso super-heroi verde empurrar para o gol.


Que partida, que jogo, o melhor dessa seleção olímpica que tem 35 nomes na pré-lista e serão cortados mais 17. Mas isso não importa agora, o importante é que metemos três gols em nossos rivais e estamos jogando muito bem.


No final, como não poderia deixar de ser um clássico Brasil e Argentina, foram expulsos umcada lado após trocarem empurrões em uma dividida de bola.

Ah, o placar do jogo? Foi 4 a 3 para eles. Quem tem Lionel Messi tem o mundo aos seus pés.


Nota dos jogadores da seleção brasileira


Rafael - sem culpa nos gols, fez o que pode. Nota 6


Rafael Silva - Boa partida, cansou no segundo tempo. Nota 6


Bruno Uvini - Um pouco inseguro, precisa de mais experiência. Nota 5


Juan - Um pouco melhor que seu companheiro. Nota 5,5


Marcelo - Fez uma boa partida, foi expulso no fim. Nota 6


Sandro - Perdeu bolas bobas no meio-campo, gerando inclusive o gol aregentino. Nota 4,5


Rômulo - Fez um bom jogo, marcou ainda o seu gol. Nota 7


Oscar - Mais uma boa partida do garoto. Nota 7,5


Hulk - Correu, se esforçou e foi premiado com um gol. Nota 7


Neymar - Apareceu bem na nova função. Nota 6,5


Leandro Damião - Não conseguiu se achar na boa defesa argentina. Ficou devendo. Nota 5


Os jogadores Danilo, Casemiro, Lucas, Alexandre Pato e Giuliano entraram no segundo tempo e ficaram sem nota.


Confira os gols do clássico entre Brasil e Argentina






Richard Durante Jr

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sem criatividade, Brasil perde para o México

O torcedor que esperava a repetição das últimas boas apresentações da seleção brasileira na série de amistosos ficou decepcionado com a atuação dos canarinhos na tarde de domingo (3), no Cowboys Stadium, em Dallas (Estados Unidos). Muito aquém do futebol desenvolvido contra Dinamarca e Estados Unidos, o Brasil  não teve criatividade no meio de campo e foi derrotado pelo México, por 2 x 0.

Além da frustração esperada pela fraca atuação, fica o alerta aos comandados de Mano Menezes, ja que a derrota foi para uma seleção mexicana sub-23, ou seja, mesma faixa de idade dos adversários brasileiros em Londres, durante os Jogos Olímpicos.

O último jogo marcado para a seleção verde e amarela será contra o hermanos argentinos, em Nova Jersey (EUA), no sábado (9).


Giovani dos Santos lidera México em fácil primeiro tempo

Nem de longe jogando da forma esperada, a linha de frente do Brasil não teve capacidade de criar jogadas perigosas na primeira etapa de jogo. Neymar, Hulk e Damião praticamente não finalizaram contra a meta do goleiro Corona e apenas Oscar não dava conta da criação de jogadas. o atacante do Internacional até conseguiu balançar as redes aos nove minutos, depois de lançamento de Hulk, mas o lance foi anulado por impedimento. 
 
Dos Santos abriu o placar contra o Brasil
Aos 21 minutos, Giovani dos Santos foi lançado pelo lado esquerdo nas costas da defesa brasileira, invadiu a área e, quase na linha de fundo, tocou para encobrir Rafael. O meia do Tottenham, de 23 anos, voltaria a causar problemas para o Brasil.
Em mais uma falha defensiva, Romulo entregou a bola nos pés de Giovani dentro da área brasileira. Dos Santos tentou avançar, mas foi infantilmente derrubado por Juan. Penalti marcado e convertido aos 32 minutos por 'Chicharito' Hernández.

Oscar em forte chute de fora da área tentou reduzir o prejuízo, obrigando Corona a fazer bela defesa, mas não foi o suficiente para a seleção brasileira mexer no placar.

Muitas substituições, mas nenhuma mudança

O segundo tempo brasileiro foi tão desanimador quanto o primeiro. O Brasil voltou com o mesmo time e até tentou criar mais chances de gol, sem sucesso. Mesmo assim, poderia ter colocado fogo na partida, caso a arbitragem não tivesse errado.

Aos nove minutos, Oscar dominou longo lançamento do campo de defesa e foi claramente derrubado por Corona. O arbitro Silviu Petrescu não marcou. 

Após isso, Mano Menezes trocou peças e tentou dar uma nova cara ao time. Entraram Lucas e Alexandre Pato nos lugares de Sandro e Damião. Depois foi a vez de Wellington Nem e Casemiro substituirem Hulk e Oscar. O zagueiro Thiago Silva também saiu com dores no joelho direito e deu lugar para Bruno Uvini. As alterações, porém, não surtiram efeito.

Antes de sair de campo, Hulk conseguiu deixar Pato na cara do gol, mas o atacante do Milan, livre na pequena área, não conseguiu desviar para o cruzamento rasteiro.  Lucas também tentou de todas as formas, mas seus dois chutes seguidos dentro da área mexicana foram bloqueados pela defesa.

Com a proximidade do final da partida, os mexicanos passaram a administrar o resultado e irritar os brasileiros. Neymar trocou agressões com Meza e os dois receberam apenas cartão amarelo.

Os erros defensivos e a falta de paciência ficam como alerta para Neymar, Oscar e cia. Contra o time principal da Argentina esses erros não podem se repetir caso o Brasil queira fechar a série de amistosos com o time preparado para a estreia em Londres.

Confira as notas dos jogadores da seleção brasileira:


Neymar não teve boa atuação em Dallas

Rafael 5 - Achou que Dos Santos iria cruzar no lance do primeiro gol e acabou surpreendido.
Danilo 5,5 - Pouco acionado, quase não criou pela lateral. Foi em suas costas que Dos Santos recebeu lançamento no primeiro gol.
Thiago Silva 6 - Não comprometeu. Seguro enquanto esteve em campo.
(Bruno Uvini) 5,5 - Entrou no lugar de Thiago Silva e manteve o nível.
Juan 4 - Quase marcou um gol, mas cometeu pênalti bobo no primeiro tempo.
Marcelo 6 - É uma das principais armas brasileira, mas não esteve em uma boa jornada.
Sandro 5,5 - Atuação meramente regular. Saiu quando Menezes tentou deixar a equipe mais ofensiva.
(Lucas) 6,5 - Entrou bem no jogo, partiu para cima do adversário e arriscou chutes a gol.
Rômulo 4,5 - Entregou a bola para o adversário no lance do pênalti.
Oscar 6,5 - Um dos brasileiros mais lúcidos em campo. Levou perigo e sofreu pênalti não marcado.
(Casemiro) S/N - Quase não tocou na bola.
Neymar 5 - Dele espera-se criatividade para decidir jogos dificeis. Não foi assim contra o México.
Hulk 5,5 - Muito apagado. Deu belo passe para gol anulado de Damião e só.
(Wellington Nem) 4,5 - Entrou em campo e pouco acrescentou.
Leandro Damião 4 - Teve um gol anulado, mas foi pouco para quem quer ser o camisa 9 da seleção.
(Alexandre Pato) 4 - Teve uma grande chance na cara do gol e perdeu.

Guilherme Uchoa

Fotos: EFE e Mowa Press
Vídeo: Rede Globo


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pela primeira vez, Brasil de Mano vence e convence

Neymar comanda celebração do primeiro gol
Quando finalmente juntou em campo a nova geração de jogadores brasileiros, o técnico Mano Menezes obteve sucesso em seu objetivo – que ficou claro desde que assumiu o comando - de dar uma nova cara a seleção. Pelo menos foi esta a impressão que ficou após a goleada brasileira por 4 x 1 sobre os Estados Unidos, na noite de ontem (30), no FedEx Field, em Washington, Estados Unidos.

O receio de que o primeiro amistoso da série de jogos marcados pela CBF, contra a Dinamarca, no sábado passado (26), e vencido por 3 x 1, tenha sido apenas um lampejo de bom futebol não se confirmou na partida de ontem. Com oito jogadores sub-23 entre os titulares, a seleção verde-e-amarela deu provas de que tem condições de brigar pela sonhada medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres – única grande conquista que o país ainda não possuí no futebol.

É verdade que a tão esperada renovação canarinha começou com considerável atraso, mas, a dois meses da estréia nos Jogos Olímpicos, no dia 26 de julho ante Egito, o Brasil finalmente conseguiu realizar duas partidas seguidas com boa atuação e, principalmente, com equipe formada pelos nomes que estarão presentes em Londres. Dos 11 jogadores que começaram a partida, apenas Hulk, Marcelo e Thiago Silva estão acima da idade olímpica.

Neymar e Oscar comandam goleada

A partida contra os Estados Unidos começou com as mesmas características vistas no jogo anterior, contra Dinamarca: pressão na saída de bola e desarmes no campo de ataque. Foi assim que o Brasil começou melhor que o adversário norte americano.

Aos 11 minutos do primeiro tempo, Neymar (que ao lado do goleiro Rafael foram as alterações realizadas por Mano em relação ao último jogo) abriu o placar em cobrança de pênalti, após suposto toque de mão do zagueiro Onyewu em chute de Leandro Damião.

A pressão brasileira continuou com empenho dos atacantes em recuperar a bola ainda no campo de defesa norte americano e com Oscar municiando o ataque com bons passes e jogadas.  Esse sufoco resultou no segundo gol. Aos 26 minutos, em cobrança de escanteio, Neymar cruzou para o capitão Thiago Silva escorar para o fundo da rede.

A partir do segundo tento, o Brasil diminuiu a pressão e deixou que os Estados Unidos criassem mais jogadas. A punição veio aos 44 minutos. Johnson recebeu ótimo passe em profundidade pela esquerda e já na linha de fundo cruzou para Gomez empurrar. 2 x 1 no placar da FedEx Field no intervalo.

O segundo tempo começou melhor que o primeiro, com as duas equipes criando oportunidades de gol. Mas foi o Brasil que mais uma vez marcou. Em lance similar ao marcado por Gomez, Neymar foi a linha de fundo pelo lado esquerdo do campo e rolou rasteiro para Marcelo, de carrinho, bater pro gol.

A boa vantagem no placar só foi possível graças a ótima atuação de Rafael. O goleiro santista que estreou com a camisa brasileira fez ao menos três intervenções cruciais em lances de perigo dos norte americanos. Com o sistema defensivo apresentando algumas falhas, especialmente nas jogadas aéreas, o arqueiro espalmou cabeçada de Bradley, que se livrou com facilidade da marcação brazuca, e contou com a sorte ao ver outra cabeçada de Bradley explodir no travessão.

Com presença mais freqüente dos Estados Unidos no ataque, o Brasil usou o contra ataque para dar números finais na partida. Aos 41 minutos, Marcelo fez belo lançamento para Alexandre Pato (que voltou bem de contusão) matar no peito e fuzilar as balizas de Howard. 

Agora os comandados de Mano Menezes se preparam para o duelo contra o México, no próximo domingo (3), às 16 horas, em Dallas (EUA), com expectativa de que o brilho apresentado contra Dinamarca e Estados Unidos continue e traga de volta o ‘futebol arte’ pelo qual somos conhecidos mundo afora.



Confira as notas dos jogadores da seleção brasileira:

Pato mostrou estar recuperado com boa atuação
Rafael Cabral 8 – Atuação segura. Não teve culpa no gol e fez três defesas difíceis.
Danilo 5,5 – Desempenho regular. Gol norte americano surgiu em passe nas suas costas.
Thiago Silva 7,0 – Marcou de cabeça, mas apresentou falhas em jogadas aéreas. 
Juan 6,0 – Desempenho discreto. Assim como Thiago Silva, falhou em bolas aéreas.
Marcelo 7,5 – Muito acionado, marcou um e fez lançamento para outro gol.
(Alex Sandro) S/N – Entrou no fim. Mal tocou na bola.
Sandro 6,0 – Auxiliou na pressão brasileira no primeiro tempo. Não comprometeu
Rômulo 6,5 – Formou boa dupla com Sandro, além de evitar gol certo do adversário.
Oscar 8 – Foi o principal articulador de jogadas do Brasil. Fez jus a camisa 10.
(Giuliano) S/N – Entrou no fim.
Neymar 8,5 – Muito caçado em campo. Fez um e participou de outros dois gols.
(Lucas) S/N – Mal tocou na bola.
Hulk 6,0 – Não foi tão bem quanto contra a Dinamarca. Mesmo assim, participou bastante.
(Casemiro) S/N – Idem Alex Sandro.
Leandro Damião 6,5 – Participou bastante no 1º tempo, mas perdeu boa chance de gol.
(Alexandre Pato) 7,5 – Em poucos minutos de jogo teve duas boas chances, fazendo um.   

Guilherme Uchoa

Fotos: Agência Reuters e Divulgação/Nike
Vídeo: Rede Globo

sábado, 26 de maio de 2012

Brasil destrói a Dinamarca em um tempo

Foi um primeiro tempo primoroso. Nossa seleção jogou como há muito tempo não se via. Um futebol solto, com dribles, toque de bola e marcação no campo do adversário. Com 15 minutos já estava 2 a 0 para o Brasil frente a Dinamarca. Os dinamarqueses já não tem aquele futebol que conquistou a Europa em 1992 quando faturaram a Eurocopa. Mas ainda assim, tem um bom time e estão classificados para a Euro deste ano que acontece na Ucrânia e na Polônia. A Dinamarca está no grupo de Holanda, Portugal e Alemanha.


Hulk comemora o primeiro gol com Oscar e Leandro Damião


Hulk, atacante do Porto, de Portugal, foi o nome do jogo com dois gols e boas jogadas, mas todo o time foi muito bem no primeiro tempo. O placar poderia ter sido até maior, tanta era a facilidade com que nossos jogadores tabelavam e chegavam no goleiro dinamarquês, que por sinal, após levar dois gols, pediu para ser substituído.


No segundo tempo, o jogo mudou completamente. O Brasil parou de pressionar a saída de bola do adversário e viu cada vez mais as chances da seleção europeia aumentarem. Até que em uma jogada bem trabalhada pelo lado esquerdo, o atacante Bendtner conseguiu diminuir (embora estivesse impedido).


Mano Menezes gostou do bom futebol da seleção brasileira
O técnico Mano Menezes começou então a fazer alterações na equipe, que já não chegava com perigo ao ataque. E assim foi se arrastando a partida até o apito final do árbitro alemão Marcus Hacker que encerrou o jogo com o placar de 3 a 1. Não se sabe se o Brasil parou por cansaço ou simplesmente passou a administrar o resultado.


Mas, o bom futebol apresentado no primeiro tempo sob os olhares atentos do treinador do Real Madrid, José Mourinho, deixaram os torcedores brasileiros com uma boa impressão do time que ainda será reforçado com a chegada de Neymar e Rafael, do Santos.


Os próximos compromissos do Brasil serão contra os Estados Unidos, na quarta-feira, o México no próximo domingo e a Argentina no dia 9 de junho. Todos os jogos acontecerão em território americano.


Confira as notas dos jogadores da seleção brasileira:


Jefferson 7
Danilo 5,5
(Rafael) 6
Juan 6,5
Thiago Silva 8
Marcelo 6,5
(Alex Sandro) 6
Sandro 7
(Casemiro) 6
Rômulo 6,5
Oscar 7,5
Lucas 7,5
(Giuliano) 6
Hulk 8,5
(Bruno Uvini) S/N
Leandro Damião 6,5
(Wellington Nem) 6


Richard Durante Jr

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mano convoca base olímpica para série de amistosos

Na manhã desta sexta-feira (11), o técnico da seleção brasileira de futebol Mano Menezes divulgou a lista com os jogadores que participarão de quatro amistosos entre o final de maio e começo de junho.

Pensando no grupo que participará dos jogos Olímpicos de Londres, Menezes chamou 17 atletas (de um total de 23 jogadores) com idade inferior aos 23 anos permitidos. O regulamento da competição prevê que apenas três convocados podem estar acima desta idade.  Esses garotos enfrentarão Dinamarca - 26 de maio, Estados Unidos - 30 de maio, México - 3 de junho, e Argentina, no dia 9 de junho.

As grandes ausências estão no meio de campo: nem Ramires, do Chelsea, muito menos Arouca, do Santos, foram chamados para compor o elenco. A dupla vivia expectativa de ser convocada depois de se destacarem em seus clubes. Ramires é um dos principais jogadores do elenco do clube inglês e foi peça fundamental para a classificação de seu time para a final da Liga dos Campeões da Europa, ao fazer um belo gol contra o Barcelona, da Espanha, no segundo jogo do confronto. Sua eficiência foi reconhecida pelos próprios companheiros, que o elegeram como melhor jogador do clube na temporada.

Já Arouca é um dos pilares do forte time do Santos. As vezes ofuscado pelo brilho de Neymar e Ganso, o volante tem ótimo toque de bola e sabe se apresentar com eficiência ao ataque, atuando como elemento surpresa. Além disso, o “motorzinho” colabora com assistências até mesmo gols em jogos decisivos.

Além dos dois, Kaká também poderia estar na lista. Apesar de não viver bom momento no Real Madrid, da Espanha, o meia ainda esta em nível superior a maioria dos armadores que o país possuí.

Apesar de estar acima dos 23 anos, o trio merecia figurar entre os convocados, para terem a oportunidade de mostrar serviço e, talvez, compor o elenco que vai a Londres buscar a inédita medalha de ouro para o futebol brasileiro.

Outro grande nome do futebol nacional, Ronaldinho Gaúcho, não foi convocado. Depois de fracas atuações pela seleção e pelo Flamengo, o meia, que estava na pré-lista de 52 nomes para os jogos Olímpicos, parece estar perdendo espaço com a amarelinha.

Lista

Entre todos os convocados, 10 jogadores atuam em clubes nacionais. Rafael (goleiro), Paulo Henrique Ganso (Meia) e Neymar (atacante) pertencem ao Santos. Os meias Casemiro e Lucas são do São Paulo e a dupla Oscar (meia) e Leandro Damião (Centroavante) vêm do Internacional. Além deles, o goleiro Jefferson, o meia Rômulo e o atacante Wellington Nem, pertencentes, respectivamente, a Botafogo, Vasco e Fluminense, completam os convocados de clubes brasileiros.

Acima dos 23 anos estão os zagueiros David Luiz (Chelsea) e Thiago Silva (Milan), Jefferson, os laterais Daniel Alves (Barcelona) e Marcelo (Real Madrid) e o atacante Hulk (Porto).


Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Neto (Fiorentina)
Rafael (Santos)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona)
Danilo (Porto)
Marcelo (Real Madrid)
Alex Sandro (Porto)

Zagueiros
Thiago Silva (Milan)
David Luiz (Chelsea)
Bruno Uvini (Tottenham)
Juan (Inter de Milão)

Meio-campistas
Casemiro (São Paulo)
Sandro (Tottenham)
Rômulo (Vasco)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Oscar (Internacional)
Lucas (São Paulo)
Giuliano (Dnipro)

Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
Hulk (Porto)
Leandro Damião (Internacional)
Neymar (Santos)
Wellington Nem (Fluminense)


Guilherme Uchoa

Fotos: Ramires/ AFP e PH Ganso/ Reuters